‘Bonitinha, mas ordinária’ chega aos cinemas cinco anos após filmagens

Letícia Colin estrela filme baseado em peça de Nelson Rodrigues.
Ela fala de cenas de estupro e nudez; relembre Marias Cecílias do cinema.
Letícia Collin no filme 'Bonitinha, mas ordinária', baseado na obra de Nelson Rodrigues (Foto: Divulgação)Letícia Collin no filme ‘Bonitinha, mas ordinária’, baseado na obra de Nelson Rodrigues (Foto: Divulgação)

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Letícia Collin tinha 18 anos quando filmou “Bonitinha, mas ordinária”, nova adaptação da peça de Nelson Rodrigues, que estreia nesta sexta-feira (24). Cinco anos depois, a atriz disse que gostou de rever o filme dirigido por Moacyr Góes. “Eu fiquei orgulhosa de me ver aos 18 anos. É muito corajoso”, conta ao G1, por telefone.

O filme narra a história de Edgar (João Miguel), homem humilde e pobre que tem proposta de casamento por dinheiro com a filha de seu chefe, Maria Cecília (Letícia), ou ficar com Ritinha (Leandra Leal), pela qual é apaixonado. Revelada pelo seriado “Sandy e Junior”, quando tinha oito anos, Letícia fez suas primeiras cenas de nudez. “Encarei com bastante seriedade. A história gira em torno da cena do estupro… É uma cena delicada, de exposição. Dramaturgicamente, a cena final é mais difícil do que a do estupro”, opina.

OUTRAS BONITINHAS
G1 lista Marias Cecílias no cinema
'Bonitinha, mas ordinária', de 1964 (Foto: Reprodução)

 

Odete Lara
(1964)

A adptação é dirigida por J. P. Carvalho. Odete tem companhia de Jece Valadão e Maria Gladys.
Lucélia Santos (Foto: Reprodução)

 

Lucélia Santos (1981)
A atriz foi a Maria Cecília do filme de Braz Chediak. José Wilker, Vera Fischer e Cláudia Ohana atuavam.
'Bonitinha, mas ordinária' (Foto: Divulgação)

 

Letícia Colin
(2013)

Com 18 anos, ela foi escolhida pelo diretor Moacyr Goés. Atua com João Miguel e Leandra Leal.

Hoje, a atriz se dedica a musicais, tendo atuado em “Hair” e hoje em cartaz com “Como vencer na vida sem fazer força”, que tem Luiz Fernando Guimarães e Gregorio Duvivier. “Musical é uma coisa que nunca me imaginei fazendo. Se eu achasse que é uma coisa de franchising, não teria feito. Os personagens é que nos chamam. Não importa se é classe A ou B, ou se só ator vai ver… Não importa mesmo. É mutável, da vida”, diz.

G1 – Como surgiu o convite?
Letícia Colin - 
Eu fiz teste, queria ter sido convidada… Fazia curso de teatro no Rio e estudava bastante Nelson [Rodrigues]. Sou fã da dramaturgia dele, desde os 15 anos. Eu queria vivenciar a personagem, é uma personagem bipolar, contraditória.

G1 – Como foi a preparação?
Letícia Colin -
 Eu estudei para caramba, tinha o texto marcadinho. Lembro de ter encontrado várias amigas conhecidas, da minha geração. Lembro do encontro com o Moacyr, que dirigiu os testes. Ele passou muita confiança, cumplicidade. Ele já fez a peça no teatro e conhece a obra como ninguém. Foi a primeira vez que fiz cinema e foram milhões de desafios para isso.

G1 – É estranho lançar agora um filme gravado em 2008? Qual a sensação disso em relação a sua carreira?
Letícia Colin - 
É muito mais confortável. Eu não fico mais me criticando, eu tenho mais distanciamento. Eu sentei para ver o filme e foi um prazer assistir: gostei do meu trabalho lá. Eu fiquei orgulhosa de me ver aos 18 anos. É muito corajoso. Foi muito bom ter passado este tempo. Sou outra pessoa, outra atriz, vivi experiências.

G1 – Como foi gravar as cenas de nudez e a cena do estupro?
Letícia Colin - Não tinha feito. Mas eu encarei as cenas de nudez com bastante seriedade. Como eu conhecia a peça antes de fazer o teste e falávamos muito sobre o texto, eu estava muito preparada. Não tinha nenhuma surpresa. Incomoda se você não sabe se vem. A história gira em torno da cena do estupro… É uma cena delicada, de exposição. Dramaturgicamente, a cena final é mais difícil do que a do estupro.

Por que os filmes mais ousados, menos óbvios, ficam em um circuito pequeno? Temos um cinema bem louco”
Letícia Colin, atriz

G1 – Quem não conhece Nelson Rodrigues, ver o cartaz no cinema, e entrar na sala meio desavisado, pode se chocar? O que espera deste outro tipo de público?
Letícia Colin - As cenas e o teor da história causam impacto até mesmo para quem conhece. Mas vivemos em um mundo que tem tantas coisas que acaba sendo contemporâneo. Apesar de ser clássico… O que acontece na mídia é tão assustador… Não é uma história completamente absurda. Não é de choque. A gente tem contato com isso, são personagens reais, intensos, polêmicos. Acaba sendo contemporâneo por esse olhar. O mais legal é pensar que está em cartaz um filme do Nelson Rodrigues. Eu fico feliz por fazer parte disso. Estamos usando o que ele escreveu, o que deixou, para continuar pensando na vida, na arte.

G1 – Esse foi o papel mais difícil da sua carreira?
Letícia Colin - Foi um personagem bastante difícil, mas tive novos desafios depois dele. Eu tenho feito teatro musical à beça. Eu não sei se é o maior. Cada fase da vida, você tem desafios novos. Na altura do campeonato, com aquela idade, era um grande desafio. Hoje, não sei qual seria…

G1 – Além de Nelson Rodrigues, você se baseou em alguma obra literária ou filme para fazer a Maria Cecília?
Letícia Colin - Tem um filme que gosto muito da Siena Miller, chamado “Factory Girl”, que me inspirou muito. Fiz ensaios com o Moacyr Goés. O encontro em cena com o João Miguel ajudou. O personagem foi composta com ele. Eu o admiro para caramba.

Letícia Colin no filme 'Bonitinha, mas ordinária' (Foto: Divulgação)Letícia Colin no filme ‘Bonitinha, mas ordinária’
(Foto: Divulgação)

G1 – A produção do filme conseguiu baixar a censura do longa de 18 para 16 anos. Você acha que o cinema brasileiro está recatado? É um filme para ser visto por quem tem entre 16 e 18?
Letícia Colin - Eu não sei dizer sobre isso. Eu comecei a trabalhar muito cedo, tive uma formação artística que abre minha visão para o mundo. Se eu fosse pai ou mãe, entenderia melhor. Eu acho que obviamente estamos muito desgastados com assuntos de violência, sexualidade… Como ficção, eu não sei. Se eu tivesse 16 anos, veria sem problemas, mas é muito pessoal. Há dois movimentos loucos, existem as comédias e os filmes de arte.

G1 – Quais filmes brasileiros recentes você recomenda?
Letícia Colin - 
Vi “Abismo Prateado”, “Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios”… Tem coisas que eu assisto que não são nada caretas. Censura sempre vai assistir e temos que acreditar que é para o bem. Por que os filmes mais ousados, menos óbvios, ficam em um circuito pequeno? Temos um cinema bem louco. O Cao Guimarães faz um cinema bem louco. Então, temos cineastas interessantes mas ficam em circuito bem pequeno. Existe a caretice dos filmes comerciais… Tem que mudar um pouco essa válvula. Podemos ter um cinema mais autoral, mais irreverente. Mas as pessoas estão indo mais ao cinema, independentemente de ser um filme A ou B. Não podemos nos acomodar. O Gregório [Duvivier] faz peça comigo e “Vai que dá certo” está com 2 milhões de espectadores. As distribuidoras tem que acreditar no potencial de filmes que não são comerciais.

As cenas e o teor da história causam impacto até mesmo para quem conhece. Mas vivemos em um mundo que tem tantas coisas que acaba sendo contemporâneo. Apesar de ser clássico… O que aparece na mídia é tão assustador”
Letícia Colin, atriz

G1 – Na hora de escolher um papel, você vai tender a escolher esses filmes menos comerciais, que admira? Ou faria comédias e roteiros mais leves?
Letícia Colin - Eu já mudei, tenho 23 anos, eu sou intuitiva e vou no feeling. Musical é uma coisa que nunca me imaginei fazendo. Se eu achasse que é uma coisa de franchising, não teria feito. Os personagens é que nos chamam. Não importa se é classe A ou B, ou se só ator vai ver… Não importa mesmo. É mutável, da vida.

G1 – Seu primeiro papel na TV foi na série ‘Sandy Junior’. Como isso foi importante para sua carreira e do que se orgulha daqueles tempos?
Letícia Colin - 
Eu era uma criança, oito anos. Mas minha seriedade com a profissão continua. Eu tinha um DNA. Eu tenho prazer de trabalhar. Sempre gostei do processo de criação, de estar no set. Isso só vai se reafirmando. A alegria de estar trabalhando com isso, de estar no persoangem. Eu sempre tive um respeito e uma alegria grande de estar gravando.

Letícia Colin em cena do seriado 'Sandy e Junior' (Foto: Reprodução/Globo)Letícia Colin em cena do seriado ‘Sandy e Junior’
(Foto: Reprodução/Globo)

G1 – Por conta dos musicais, pensa na carreira de cantora?
Letícia Colin - Pois é. Tenho gostado cada vez mais de cantar. É legal, eu posso fazer e me faz bem. Eu não machuco o ouvido de ninguém. Conheço uma galera da música, que toca instrumento. Eu tenho pensado nisso, mas não sei de nada. Eu gosto muito de rock, talvez seja mais assim. Eu escrevo letras brincando para bandas de amigos. Eu tenho descoberto esse viés meu de compor, mas por enquanto é uma coisa para mim.

G1 – Qual estilo você pretende seguir, caso se torne cantora?
Letícia Colin - 
Gosto de todo pessoal do Woodstock. Quando eu fiz “Hair”, tive um encontro musical com esse momento. Gosto de Richie Havens, Jefferson Airplane, Janis Joplin. Gosto desse do rock n’ roll americano daquela época.

Casal executado por vizinho mudaria para Valinhos em um mês, revela tio

Segundo Celso Ming, sobrinho mudaria para “melhorar qualidade de vida”.
Após ser advertido por síndico, vizinho foi tirar satisfação com casal.
Casal executado por vizinho mudaria para Valinhos em um mês, revela tio (Foto: Virggínia Laborão/G1)Segundo tio, casal mudaria para melhorar
‘qualidade de vida’ (Foto: Virggínia Laborão/G1)

O casal, morto por um vizinho em um condomínio de luxo na Grande São Paulo, mudaria para Valinhos (SP) em um mês, segundo tio de Fábio Rezende Ruim, o jornalista Celso Ming. De acordo com o familiar, Miriam Cecília Amstalden Baida e o marido haviam alugado um imóvel na cidade para “melhorar a qualidade de vida”.

O tio revelou que a família está revoltada com o que motivou os assassinatos. “Estamos inconformados por ter sido desse jeito. Não é como ser morto por violência, como por um bandido. Ele [vizinho] era transtornado. Ninguém espera ser morto por quem mora ao lado”, disse.

Miriam, que era dentista, completaria 38 anos nesta sexta-feira (24). Ela e o marido, de 40 anos, foram mortos após o vizinho Vicente D’Alessio, empresário do setor de metalurgia, de 62 anos, invadir o apartamento do casal no bairro de Alphaville com uma arma calibre 38, por volta das 21h de quinta-feira (23). O autor dos disparos atirou ao menos seis vezes contra os vizinhos e na sequência se matou. Segundo Ming, dois dos tiros atingiram o peito de Fábio e um o lado direito do abdômen de Miriam.

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Contradição
O delegado Andreas Schiffman, do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa, disse que no dia do crime a reclamação foi por causa dobarulho de salto alto, mas em dias anteriores houve reclamações por causa de risadas e móveis arrastados.

Segundo Ming, Fábio foi reclamar do barulho com o síndico, que teria advertido Vicente. O vizinho então resolveu tirar satisfação com o casal, quando ocorreu o crime. “Não era uma coisa eventual. [Os barulhos] eram sempre constantes. O vizinho arrastava os móveis e derrubava coisas, o que não deixava a pequena [filha] dormir”, contou o tio. A filha do casal assassinado, de 1 ano e meio, estava no apartamento, mas não se feriu. A menina está com os avós maternos.

Os corpos começaram a ser velados às 14h desta sexta-feira (24) na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes na Colônia Helvétia, bairro rural fundado por imigrantes suíços, mesmo local em que eles se casaram em Indaiatuba (SP). Uma missa está marcada para às 9h na paróquia e o enterro ocorre às 10h da manhã deste sábado (25).

Corpos de casal morto por vizinho chegaram por volta das 14h em Indaiatuba (Foto: Reprodução / EPTV)Corpos de casal morto por vizinho chegaram por volta das 14h em Indaiatuba (Foto: Reprodução / EPTV)

Deus salvou meu filho’, diz pai de vítima de desabamento no ABC

Caso aconteceu por volta das 12h de quinta, em São Bernardo do Campo.
Vítima sofreu ferimentos em uma das mãos e parte do rosto e pescoço.
Almiro Rodrigues em frente a carros destruídos por desabamento. (Foto: Glauco Araújo/G1)Almiro Rodrigues em frente a carros destruídos por desabamento. (Foto: Glauco Araújo/G1)

Após o desabamento de sua casa no início da tarde de quinta-feira (24) em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, Almiro Rodrigues Pereira, de 59 anos, diz que Deus salvou seu filho. Eduardo Pereira, de 33 anos, foi retirado dos escombros e ainda estava no hospital na tarde desta sexta-feira (24). “Se ele estivesse na parte de baixo da casa, não estaria aqui para contar história. Meu filho estava nos fundos, dormindo no quarto dele”, contou.

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Segundo o pai, ele sofreu escoriações e arranhões pelo corpo, além de ter machucado uma das mãos e parte do rosto e do pescoço. Porém, não sofreu nenhuma fratura. Almiro espera que ele tenha alta até o fim do dia.

O acidente ocorreu por volta das 12h, na altura do número 573 da Rua 29 de Março, próximo à Rua Bragança. A prefeitura realizava obras de pavimentação das vias da região.

Três residências foram afetadas pelo desabamento. A casa de Almiro foi completamente destruída, outra parcialmente danificada, e uma terceira residência interditada, segundo informações do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil Municipal. Ele e a esposa estão dormindo na casa de vizinhos.

O filho mais novo, Rogério Pereira, de 27 anos, também foi a um Hospital em Santo André na manhã desta sexta para passar por uma cirurgia no joelho. “Hoje estou contando com a ajuda dos vizinhos e estou com dois filhos no hospital. Mas não posso me desesperar. Se a gente se desesperar fica mais difícil ainda”, disse Almiro.

Santana já estava vendido e dinheiro se perdeu dentro da casa após desabamento. (Foto: Glauco Araújo/G1)Santana já estava vendido e dinheiro se perdeu
após desabamento. (Foto: Glauco Araújo/G1)

Prejuízos
Na ocorrência, a família perdeu dois carros. Um Renault Clio e um Santana, que já havia sido vendido para outra pessoa e seria entregue neste sábado (25). “O rapaz me deu R$ 1.500,00 em dinheiro, que estava na casa. Eu tinha guardado na gaveta de um criado mudo. Agora nem faço ideia de onde esteja.”

Almiro disse que já tranquilizou o comprador em relação ao ressarcimento. “Sou homem e trato é trato. Ele me deu R$ 1500,00 e não levou o carro. Vou trabalhar e devolver o dinheiro”, afirmou. O desabamento também atingiu o carro de um vizinho, estacionado na frente da casa que desabou. Nenhum dos veículos tinha seguro.

Obras de pavimentação
Almiro contou que em novembro os responsávei por uma obra de pavimentação na rua retiraram um barranco que ficava ao lado de sua casa. Desde então, o baranco ficou descoberto. “Aí começou a chover e a água começou a levar esse barranco. Falamos com o pessoal da obra para tomar providências. A única coisa q fizeram foi cobrir o barranco com um plástico”, disse ele.

Ainda segundo Almiro, na quinta-feira os funcionários da construtora trabalhavam na escavação feita em frente a sua casa, que tinha dois metros de largura por dois de profundidade. “Eles fizeram isso, saíram pra almoçar e a casa desabou. Se não tivessem saído pro almoço, muitos funcionários da construção teriam se machucado”, afirmou.

Segundo Maurício Bitancourt Neves, comandante do Corpo de Bombeiros de São Bernardo do Campo e Diadema, o caso está sendo avaliado. “Não consigo avaliar neste momento se a obra que estava sendo feita na rua possa ter alguma ligação com o desabamento. Isso vai ficar a cargo da perícia”.

Em nota, a Prefeitura de São Bernardo do Campo confirma que realiza no Parque São Bernardo, bairro onde ocorreu o acidente, uma série de intervenções em toda a área, e diz que aguarda o resultado da perícia para saber se existe relação entre a obra e o desabamento.

“A conclusão sobre uma eventual conexão entre a obra de urbanização e o acidente, assim como entre este acidente e a obra de ampliação de um pavimento que estava sendo feita na casa que desabou pelo seu proprietário, somente poderá ser feita de forma conclusiva após o trabalho da perícia.”

A nota ainda revela que a região foi mapeada há três anos, durante o Plano Municipal de Redução de Riscos, e que as obras de urbanização começaram em 2011. A casa de Almiro, porém, não está entre as “113 unidades monitoradas por risco no local, as quais terão seus problemas sanados com a conclusão final do projeto”.

Resgate
Eduardo foi retirado dos escombros e levado para o Hospital Central de São Bernardo do Campo. A tia, Maurina Pereira de Souza, 57 anos, chegou ao local aos prantos. Ela disse que o rapaz morava com o pai, o pedreiro Almiro Pereira, e que eles estavam reformando o imóvel.

“Há mais ou menos dois meses ele tinha terminado uma construção na casa. Só faltava uma cozinha para trocar os azulejos. E ele ia esperar a chuva passar. Quando ele comprou a casa, tinha duas lajes, e ele fez mais uma laje e uma cobertura.”

Minutos antes do acidente, um caminhão parou em frente à casa de Luiz Carlos da Silva, de 41 anos, vizinho da família Pereira. “Estava na janela de casa, e passou um caminhão e o motorista perguntou o nome da rua. Eu passei a informação e ouvi o barulho da casa caindo. Na hora, eu achei que fosse o caminhão caindo no barranco.”

Silva deixou sua casa para ver o que tinha ocorrido. “Ouvi os gritos dele pedindo socorro. Não conseguia saber como ele estava, se estava machucado ou não. Só perguntei se ele tinha ar pra respirar. Ele respondeu que sim. Perguntei se tinha mais alguém na casa, e ele disse que estava sozinho.”

Segundo o Major Alexandre Augusto Ocampos de Souza, subcomandante do Oitavo Grupamento do Corpo de Bombeiros, Eduardo Pereira estava consciente. Ele foi retirado com um sangramento na cabeça, perto da orelha direita, e suspeita de fratura nas pernas.

“Ele estava falando com a equipe, em boas condições. Vamos fazer uma varredura para ver se localizamos mais pessoas. Segundo informações dos moradores, não teria nenhuma outra vitima.” Souza afirma que 25 bombeiros e seis veículos trabalhavam no local.

Três casas da Rua 29 de Março desabaram na quinta-feira. (Foto: Glauco Araújo/G1)Três casas da Rua 29 de Março desabaram na quinta-feira. (Foto: Glauco Araújo/G1)

Mortos por vizinho são velados na mesma paróquia em que se casaram

Vítimas serão enterradas em Indaiatuba (SP), onde mora parte da família.
Segundo familiares, Fábio e Miriam se conheceram na Colônia Helvétia.

O velório do casal, morto por um vizinho em um condomínio de luxo na Grande São Paulo, ocorre na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, mesmo local em que eles se casaram em Indaiatuba (SP). Segundo familiares, Miriam Cecília Amstalden Baida e Fábio Rezende Rubim se conheceram na Colônia Helvétia, bairro rural fundado por imigrantes suíços.

Os corpos começaram a ser velados às 14h desta sexta-feira (24) e a família não permitiu a entrada da imprensa. Na entrada do residencial, há uma faixa isolando a área. O enterro está marcado para as 9h da manhã deste sábado (25).

Miriam, que era dentista, completaria 38 anos nesta sexta. Ela e o marido, Fábio de Rezende Rubim, de 40 anos, foram mortos após o vizinho Vicente D’Alessio, empresário do setor de metalurgia, de 62 anos, invadir o apartamento do casal no bairro de Alphaville com uma arma calibre 38, por volta das 21h. O atirador disparou ao menos seis vezes contra os vizinhos e na sequência se matou.

Casal morto por vizinho é velado na mesma paróquia em que se casaram em Indaiatuba (Foto: Virggínia Laborão/G1)Família barrou entrada da imprensa na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes (Foto: Virggínia Laborão/G1)
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Discussão
Segundo a polícia, o vizinho e o casal sempre discutiam por conta de barulho. O empresário, por volta das 21h, com uma arma calibre 38 e disparou ao menos seis vezes contra os vizinhos. Após o crime, D’Alessio entrou no elevador e se matou. A filha do casal, de 1 ano e meio, não foi atingida pelos disparos e está com a avó materna.

Antes de invadir o apartamento, o empresário teria dito à esposa que iria resolver o problema do barulho matando Miriam e Fábio. A mulher tentou evitar o crime. Após matar o casal, ele voltou ao seu apartamento para recarregar a arma e se matou logo depois, no elevador. “Ele teria dito para a mulher que agora seria tudo por conta dela e saiu”, disse Andreas Schiffmann, delegado de Santana do Parnaíba, que investiga o caso. Segundo a polícia, o vizinho tinha posse de armas e usou um revólver registrado.

Preso por estuprar a filha em São Roque diz que se acha ‘um monstro’

Vítima procurou a polícia após três anos de abuso.
Em depoimento, homem disse que ‘não conseguia parar’.

Um homem de 38 anos foi preso pela Polícia Civil de São Roque suspeito de estuprar a própria filha, de 18 anos. A prisão aconteceu nesta quinta-feira (23), em Indaiatuba (SP).

Segundo a polícia, o comportamento criminoso do pai começou quando ela tinha 15 anos. “Ela contou que, no começo, era só molestada. Quando ela estava com 17 anos ele consumou o ato sexual, que praticou repetidas vezes, pelo menos uma vez por semana”, conta o investigador de polícia Márcio Henrique.

A rotina de abusos só terminou na terça-feira (21), quando ela foi até a delegacia de São Roque (SP) para denunciar o caso. A jovem disse que demorou para procurar a polícia porque tinha medo que o pai descobrisse e a castigasse. “Ela estava muito assustada quando chegou na delegacia. Mas, aos poucos, contou a história de terror que vivia em casa há tanto tempo”, diz Henrique.

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Com medo de ser descoberta pelo pai, a jovem não voltou para casa. Desconfiado do sumiço da filha, o homem contou para a mulher o que acontecia e fugiu. “Em depoimento, ela confirmou que a filha já tinha reclamado várias vezes, mas só acreditou quando ouviu da boca do próprio marido”, afirma Henrique.

Após o mandado de prisão preventiva ser decretado pela Justiça, a polícia começou a fazer buscas pela região, mas o suspeito só foi encontrado em Indaiatuba, a cerca de 80 km de São Roque. Segundo a polícia, o suspeito, que se considera “um monstro”, confessou os crimes. “Ele chorou muito durante o depoimento, disse que sabia que o que fazia era errado, mas não conseguia parar. Ele falou que sabia que era ‘um monstro’”, conta Henrique.

A jovem passou por exame de corpo de delito e, após a divulgação do laudo, a Justiça vai indiciar o suspeito, que foi transferido para Pilar do Sul (SP) na manhã desta sexta-feira (24).

O investigador ressalta a importância das vítimas denunciarem crimes deste tipo. “É fundamental que a pessoa faça a denúncia. Antes as pessoas achavam que isto não resultava em nada, mas este conceito está mudando. A vítima pode até pedir para outra pessoa procurar a polícia ou ligar no 181, até carta a gente recebe”, explica o investigador.

Após a prisão do pai, a jovem voltou para casa, onde agora mora apenas com a mãe e os irmãos.

Delegacia de São Roque, Polícia Civil (Foto: Divulgação/São Roque Notícias)Jovem de 18 anos foi até a delegacia de São Roque para denunciar o pai (Foto: Divulgação/São Roque Notícias)

Família acusa posto por aplicar vacina errada em bebê de Campinas

Criança de 2 meses apresentou vômito e febre alta após o procedimento.
Vigilância em Saúde acompanha a suspeita de erro da enfermeira.

 

A família de um bebê de dois meses de Campinas (SP) suspeita que a enfermeira de um posto de saúde aplicou vacinas erradas e em dupla dosagem, após o filho apresentar fortes reações e precisar passar por atendimento no hospital. Segundo a Vigilância em Saúde, o caso é analisado desde o surgimento da dúvida de uma enfermeira, que disse ter encontrado um frasco da vacina, não recomendada para a idade, vazio na bancada da sala de atendimento.

Segundo a mãe de Ravi, Ana Paula Marioti, o filho não tinha nenhum problema de saúde e foi levado para a unidade apenas para receber as vacinas de rotina após o nascimento. No entanto, foi a partir de uma ligação do posto de saúde que surgiu a dúvida do erro. “Tive a suspeita de que alguma coisa tinha acontecido, mas ele estava bem e eu não questionei”, explicou. Depois, ainda segundo a mãe, a criança apresentou febre alta e vômitos.

Diante das reações, a família levou a criança para o pronto-socorro. Após ser transferida para o Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a funcionária do posto se manifestou e informou sobre a possibilidade do erro. Na carta enviada ao neuro-pediatra, a médica afirma que Ravi teria tomado vacina contra Hepatite B, rotavírus e influenza, sendo que a última foi ministrada por engano e em dose dobrada.

Mãe afirma que não sabe o que fazer por conta da angústia da possibilidade das consequências da vacina (Foto: Reprodução/ EPTV)Mãe afirma que não sabe o que fazer por conta das
consequências da vacina (Foto: Reprodução/ EPTV)

A recomendação médica do hospital é para acompanhamento neurológico. De acordo com a família, os médicos ainda não garantem que a criança poderia apresentar as mesmas reações com a aplicação das doses e de imunizações corretas. “Eu fico preocupada porque a gente não sabe o que pode ocorrer daqui para frente. A gente não sabe se acabou com a convulsão, não sabemos se ele terá algum tipo de reação”, disse Ana Paula. No entanto, a angústia por conta desta dúvida provoca preocupação sobre as possíveis consequências desta aplicação que pode apresentar problemas em até 40 dias depois da vacinação.

Para a Vigilância em Saúde, a enfermeira responsável iria aplicar uma vacina contra gripe, em outra pessoa e quando verificou que o frasco vazio sob a bancada surgiu a dúvida se havia aplicado no bebê por engano. Ainda segundo a pasta, a enfermeira já foi orientada e os procedimentos para aplicação da vacina no posto já foram revistos para evitar novos erros.

Mãe de Ravi, Ana Paula Marioti, disse que posto de saúde de Campinas entrou em contato e surgiu a suspeita do erro (Foto: Reprodução/ EPTV)Ana Paula Marioti disse que posto entrou em contato após a suspeita do erro (Foto: Reprodução/ EPTV)

Vizinhos executados brigavam por barulho há um ano, diz polícia

Empresário matou casal e se suicidou em Santana do Parnaíba.
Delegado disse que barulho de salto alto teria motivado reação..

O casal assassinado e o vizinho responsável pelo crime ocorrido na quinta-feira (23) já tinham desentendimento há um ano por reclamações por barulho, de acordo com a investigação policial. As mortes ocorreram em um condomínio de luxo em Santana do Parnaíba, na GrandeSão Paulo.

A dentista Miriam Cecília Amstalden Baida, de 37 anos, e o marido, Fábio de Rezende Rubim, de 40 anos, foram assassinados após o vizinho Vicente D’Alessio, empresário do setor de metalurgia, de 62 anos, invadir o apartamento do casal com uma arma por volta das 21h de quinta.

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“O problema com barulho já era recorrente, havia discussão entre os vizinhos há cerca de um ano. A mulher do atirador contou que ele chegou do trabalho, começou a ouvir barulho e xingou os vizinhos na sacada, coisa que nunca tinha feito”, contou o delegado Andreas Schiffman, do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa.

Segundo o delegado, no dia do crime a reclamação foi por causa do barulho de salto alto, mas em dias anteriores houve reclamações por causa de risadas e móveis arrastados.

Naquele dia, segundo a mulher dele, eles ouviam barulho como se fosse de salto no piso, salto de madeira, ela fala. Parecia um barulho mais forte do que o de pessoas andando. Parecia alguém batendo com um salto de madeira no chão”
Andreas Schiffman, delegado do setor de Homicídios e Proteção à Pessoa

“Naquele dia, segundo a mulher dele, eles ouviam barulho como se fosse de salto no piso, salto de madeira, ela fala. Parecia um barulho mais forte do que o de pessoas andando. Parecia alguém batendo com um salto de madeira no chão”, relatou o delegado.

De acordo com o responsável pelas investigações, as reclamações foram feitas por ambas as famílias envolvidas e eram registradas em um livro do condomínio. Apesar do conflito antigo, nunca houve agressão física anteriormente.

A arma utilizada no crime, um revólver calibre 38, estava com o registro vencido. O atirador não possuía porte de armas. Em seu apartamento, foi encontrado uma arma antiga calibre 32, que aparentava ser de colecionador, sem registro.

Segundo o delegado, o caso já está esclarecido e será encerrado assim que ele ouvir todas as testemunhas e receber os laudos da perícia.

A mulher do empresário disse inicialmente à Polícia Civil que o marido estava abalado desde que descobriu ser portador da síndrome de Guillain-Barré. Segundo a investigação da Polícia Civil, a mulher de Vicente informou que ele usava diariamente um medicamento à base de morfina por causa da síndrome de Guillain-Barré. Ele já havia sido internado por causa da doença.

Caso
Vicente D’Alessio, empresário do setor de metalurgia, de 62 anos, invadiu o apartamento do casal com uma arma por volta das 21h. O homem disparou ao menos seis vezes contra os vizinhos e na sequência se matou. Vicente teria matado o casal após reclamar de barulho. Miriam completaria 38 anos nesta sexta-feira (24).

Após chegar do trabalho, Vicente e sua esposa assistiam à televisão quando ele reclamou com a mulher do barulho que vinha do apartamento das vítimas. O empresário, então, disse à sua esposa que iria resolver o problema e mandou a mulher ficar trancada no quarto para não acontecer nada com ela. A esposa de Vicente tentou evitar o crime. O empresário, que morava no 11º andar, abaixo do apartamento das vítimas, foi ao andar de cima e matou Miriam e Fábio.

A filha do casal, de apenas 1 ano e meio, estava no apartamento, mas não se feriu. Quando um vizinho entrou no apartamento encontrou a menina chorando em cima do corpo da mãe e pedindo para ela acordar.

Segundo a investigação da Polícia Civil, a mulher de Vicente informou que ele usava diariamente um medicamento à base de morfina por causa da síndrome de Guillain-Barré, uma síndrome degenerativa. Ele já havia sido internado por causa da doença. A polícia descarta surto provocado pela ingestão de medicamentos.

Netinho recebe alta da UTI em SP

Cantor Netinho vai ser transferido para unidade semi-intensiva.
Ele está internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

Fantástico acompanha a luta pela vida do cantor Netinho (Foto: Reprodução TV Globo)Em foto de arquivo, Netinho faz apresentação em
programa de TV.
(Foto: Arquivo/Reprodução/TV Globo)

O cantor Netinho recebeu alta da UTI nesta sexta-feira (24) e vai ser transferido para unidade semi-intensiva durante a tarde, de acordo com o médico Roberto Kalil Filho, responsável pelo tratamento.

A transferência ocorre após quase um mês de internação no hospital Sírio Libanês, emSão Paulo.

Netinho, que se recupera de problemas vasculares no abdômen, tem tido melhora constante em sua saúde, segundo tem informado a assessoria do cantor em comunicados à imprensa. O artista começoua “dar os primeiros passos” no domingo (19) e, segundo a sua equipe, tem permanecido a maior parte do tempo sentado.

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O boletim médico mais recente foi divulgado pelo hospital na terça-feira (14) e já sinalizava evolução do quadro clínico.

O cantor recebeu a visita do padre Marcelo Rossi na noite de quinta-feira (16). Em mensagem divulgada no Facebook do artista informou que padre Marcelo Rossi “o abençoou e disse palavras lindas. Momento lindo de fé e oração”, conclui o texto.

Melhora
No domingo (12), o hospital Sírio Libânes informou que o cantor “apresentou melhora clínica e laboratorial, respira sem a ajuda de aparelhos, com estado de consciência preservado”. Ele já consegue se comunicar por meio da fala e chegou a pedir água para a equipe médica.

O paciente está sendo atendido pelas equipes dos médicos Roberto Kalil Filho, Raul Cutait e David Uip. Netinho chegou ao Sírio-Libanês por volta das 3h20 de sexta-feira (10). Ele deixou aBahia em um avião UTI, que pousou no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, por volta de 2h40.

Em Salvador, o cantor havia passado 16 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Aliança. Ele viajou para São Paulo acompanhado apenas da equipe do Sírio-Libânes.

O artista estava internado desde o dia 24 de abril por apresentar problemas vasculares no abdômen e precisou passar por cirurgia.

Histórico
No mês passado, Netinho foi internado no Hospital Aliança após sentir fortes dores na coxa direita, tendo ficado seis dias na unidade. Na ocasião, o cantor foi diagnosticado com “lesão aguda no músculo ilíaco direito”, disse a assessoria de imprensa na época.

Conforme recomendações médicas, ele foi liberado no dia 23 de abril, mas precisou voltar ao hospital no dia seguinte porque sentiu, novamente, fortes dores no abdômen.

Segundo os médicos, Netinho deu entrada no hospital pela primeira vez após sentir dores durante atividade física, quando passou por uma biópsia hepática. Ele precisou voltar ao hospital porque sentiu fortes dores no abdômen. Uma complicação após a realização da biópsia hepática provocou um grande sangramento.

Deus salvou meu filho’, diz pai de vítima de desabamento no ABC

Caso aconteceu por volta das 12h de quinta, em São Bernardo do Campo.
Vítima sofreu ferimentos em uma das mãos e parte do rosto e pescoço
Almiro Rodrigues em frente a carros destruídos por desabamento. (Foto: Glauco Araújo/G1)Almiro Rodrigues em frente a carros destruídos por desabamento. (Foto: Glauco Araújo/G1)

Após o desabamento de sua casa no início da tarde de quinta-feira (24) em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, Almiro Rodrigues Pereira, de 59 anos, diz que Deus salvou seu filho. Eduardo Pereira, de 33 anos, foi retirado dos escombros e ainda estava no hospital na tarde desta sexta-feira (24). “Se ele estivesse na parte de baixo da casa, não estaria aqui para contar história. Meu filho estava nos fundos, dormindo no quarto dele”, contou.

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Segundo o pai, ele sofreu escoriações e arranhões pelo corpo, além de ter machucado uma das mãos e parte do rosto e do pescoço. Porém, não sofreu nenhuma fratura. Almiro espera que ele tenha alta até o fim do dia.

O acidente ocorreu por volta das 12h, na altura do número 573 da Rua 29 de Março, próximo à Rua Bragança. A prefeitura realizava obras de pavimentação das vias da região.

Três residências foram afetadas pelo desabamento. A casa de Almiro foi completamente destruída, outra parcialmente danificada, e uma terceira residência interditada, segundo informações do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil Municipal. Ele e a esposa estão dormindo na casa de vizinhos.

O filho mais novo, Rogério Pereira, de 27 anos, também foi a um Hospital em Santo André na manhã desta sexta para passar por uma cirurgia no joelho. “Hoje estou contando com a ajuda dos vizinhos e estou com dois filhos no hospital. Mas não posso me desesperar. Se a gente se desesperar fica mais difícil ainda”, disse Almiro.

Santana já estava vendido e dinheiro se perdeu dentro da casa após desabamento. (Foto: Glauco Araújo/G1)Santana já estava vendido e dinheiro se perdeu
após desabamento. (Foto: Glauco Araújo/G1)

Prejuízos
Na ocorrência, a família perdeu dois carros. Um Renault Clio e um Santana, que já havia sido vendido para outra pessoa e seria entregue neste sábado (25). “O rapaz me deu R$ 1.500,00 em dinheiro, que estava na casa. Eu tinha guardado na gaveta de um criado mudo. Agora nem faço ideia de onde esteja.”

Almiro disse que já tranquilizou o comprador em relação ao ressarcimento. “Sou homem e trato é trato. Ele me deu R$ 1500,00 e não levou o carro. Vou trabalhar e devolver o dinheiro”, afirmou. O desabamento também atingiu o carro de um vizinho, estacionado na frente da casa que desabou. Nenhum dos veículos tinha seguro.

Obras de pavimentação
Almiro contou que em novembro os responsávei por uma obra de pavimentação na rua retiraram um barranco que ficava ao lado de sua casa. Desde então, o baranco ficou descoberto. “Aí começou a chover e a água começou a levar esse barranco. Falamos com o pessoal da obra para tomar providências. A única coisa q fizeram foi cobrir o barranco com um plástico”, disse ele.

Ainda segundo Almiro, na quinta-feira os funcionários da construtora trabalhavam na escavação feita em frente a sua casa, que tinha dois metros de largura por dois de profundidade. “Eles fizeram isso, saíram pra almoçar e a casa desabou. Se não tivessem saído pro almoço, muitos funcionários da construção teriam se machucado”, afirmou.

Segundo Maurício Bitancourt Neves, comandante do Corpo de Bombeiros de São Bernardo do Campo e Diadema, o caso está sendo avaliado. “Não consigo avaliar neste momento se a obra que estava sendo feita na rua possa ter alguma ligação com o desabamento. Isso vai ficar a cargo da perícia”.

Em nota, a Prefeitura de São Bernardo do Campo confirma que realiza no Parque São Bernardo, bairro onde ocorreu o acidente, uma série de intervenções em toda a área, e diz que aguarda o resultado da perícia para saber se existe relação entre a obra e o desabamento.

“A conclusão sobre uma eventual conexão entre a obra de urbanização e o acidente, assim como entre este acidente e a obra de ampliação de um pavimento que estava sendo feita na casa que desabou pelo seu proprietário, somente poderá ser feita de forma conclusiva após o trabalho da perícia.”

A nota ainda revela que a região foi mapeada há três anos, durante o Plano Municipal de Redução de Riscos, e que as obras de urbanização começaram em 2011. A casa de Almiro, porém, não está entre as “113 unidades monitoradas por risco no local, as quais terão seus problemas sanados com a conclusão final do projeto”.

Resgate
Eduardo foi retirado dos escombros e levado para o Hospital Central de São Bernardo do Campo. A tia, Maurina Pereira de Souza, 57 anos, chegou ao local aos prantos. Ela disse que o rapaz morava com o pai, o pedreiro Almiro Pereira, e que eles estavam reformando o imóvel.

“Há mais ou menos dois meses ele tinha terminado uma construção na casa. Só faltava uma cozinha para trocar os azulejos. E ele ia esperar a chuva passar. Quando ele comprou a casa, tinha duas lajes, e ele fez mais uma laje e uma cobertura.”

Minutos antes do acidente, um caminhão parou em frente à casa de Luiz Carlos da Silva, de 41 anos, vizinho da família Pereira. “Estava na janela de casa, e passou um caminhão e o motorista perguntou o nome da rua. Eu passei a informação e ouvi o barulho da casa caindo. Na hora, eu achei que fosse o caminhão caindo no barranco.”

Silva deixou sua casa para ver o que tinha ocorrido. “Ouvi os gritos dele pedindo socorro. Não conseguia saber como ele estava, se estava machucado ou não. Só perguntei se ele tinha ar pra respirar. Ele respondeu que sim. Perguntei se tinha mais alguém na casa, e ele disse que estava sozinho.”

Segundo o Major Alexandre Augusto Ocampos de Souza, subcomandante do Oitavo Grupamento do Corpo de Bombeiros, Eduardo Pereira estava consciente. Ele foi retirado com um sangramento na cabeça, perto da orelha direita, e suspeita de fratura nas pernas.

“Ele estava falando com a equipe, em boas condições. Vamos fazer uma varredura para ver se localizamos mais pessoas. Segundo informações dos moradores, não teria nenhuma outra vitima.” Souza afirma que 25 bombeiros e seis veículos trabalhavam no local.

Três casas da Rua 29 de Março desabaram na quinta-feira. (Foto: Glauco Araújo/G1)Três casas da Rua 29 de Março desabaram na quinta-feira. (Foto: Glauco Araújo/G1)

Criança do RJ passa dia das mães no ES, não volta e pai acusa ex de fuga

Morador do Rio de Janeiro, o pai é responsável pelo menino de três anos.
Polícia autorizou busca e divulgação de fotos da mãe.
Polícia procura mãe, suspeita de fugir com filho (Foto: Reprodução/TV Gazeta)Polícia procura mãe, suspeita de fugir com filho
(Foto: Reprodução/TV Gazeta)

Um menino de três anos saiu do Rio de Janeiro, em viagem ao Espírito Santo, no último dia 10 de maio, e não voltou mais para casa. De acordo com o pai da criança, o menino veio ao estado para passar com sua mãe o Dia das Mães e deveria ter retornado na última sexta-feira (17), conforme indica um documento assinado pelos responsáveis pela criança. O pai acusa a ex-mulher  e a polícia informou que foi autorizada a procura dela e da criança, que é suspeita de fugir com o menino.

Marco Antonio Gil conta que o filho chegou aVila Velha, na Grande Vitória, no dia 10 de maio e deveria ter voltado para casa na última sexta-feira, como apontava um documento assinado pela ex-mulher. Como o menino não apareceu, o pai largou o emprego de operador de máquinas no Rio de Janeiro e veio ao estado à procura do filho.

De acordo com o responsável, na última segunda-feira (20), ele conseguiu entrar em contato com a ex-mulher, mas ela informou que não devolveria a criança sem a presença de um juiz. Por causa disso, o operador de máquinas desconfia que a ex-mulher tenha fugido com o menino.  “Ela falou para eu dar parte dela na polícia e disse que só iria me devolver meu filho na presença se um juiz. Passou segunda, terça, quarta, quinta-feira e ainda estou esperando. Não sei mais o que fazer”, declarou.

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Segundo Marco Antonio, a criança não está na casa da mãe, que também não atende aos telefonemas. “Não consigo encontrá-la. O oficial já foi à casa dela, fez as buscas, mas ela não se encontra nos endereços fixos que ela me informou”, disse o pai. De acordo com ele, vizinhos teriam visto a mulher sair de casa com malas e o filho. “Eles dizem que ela saiu na quarta-feira, tirando malas de casa, uma televisão e a cachorra, que ela nunca leva”, afirmou.

O responsável afirma ter a guarda da criança e conta que já foi à Delegacia de Pessoas Desaparecidas. De acordo com o delegado Leonardo Piquet, já foi autorizada a busca da mãe do menino. “Inicialmente, ela quebrou esse pacto com o pai e está cometendo crime de desobediência, após ser notificada dessa ordem de entrega da criança para o pai. Nós estamos digilenciando, para tentar encontrar essa criança, dar para o pai e verificar a conduta da mãe”, falou o delegado.